Organizações passaram avalorizar o bem-estar como fator estratégico de produtividade, reduzindo a incidência deproblemas ligados à saúdemental dos colaboradores

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Em um mundo corporativo cada vez mais dinâmico e desafiador,
organizações que investem em saúde não estão apenas
promovendo o bem-estar de seus colaboradores, mas também
fortalecendo a produtividade, retenção de talentos e
competitividade.


Segundo a pesquisa da Aon Global Well-being Survey, publicada
pela TI Inside, de 2022 a 2023 pelo menos 89% das empresas
brasileiras adotaram alguma estratégia de bem-estar corporativo.
33% delas afirmam que seus programas geram resultados
excepcionais ou acima da média. 78% das empresas brasileiras
consideram o bem-estar dos funcionários o aspecto mais importante
nos programas de capital humano.


Este critério, juntamente com a inovação de produtos ou serviços e a
atração e retenção de talentos, são os três mais relevantes em nível
regional (América Latina). Globalmente, o bem-estar e a inovação
permanecem importantes, mas lucros e margens financeiras
substituem a atração e retenção de talentos na terceira posição.


Uma pesquisa realizada pelo McKinsey Health Institute, em
colaboração com o Fórum Econômico Mundial, indica que a melhoria
da saúde e do bem-estar dos funcionários pode gerar até US$ 11,7
trilhões em valor econômico global. Uma das conclusões da
pesquisa é que as empresas e organizações que priorizam a saúde
percebem melhorias significativas na produtividade, redução do
absenteísmo, menores custos com saúde e maior engajamento e
retenção de funcionários.


“Elas estão mais bem posicionadas para se adaptar às crescentes
pressões regulatórias sobre os padrões de saúde e segurança no
trabalho, e suportar um foco maior de investidores e do público em
geral sobre como as organizações estão atendendo aos critérios
ambientais, sociais e de governança (ESG). Além disso, uma força de
trabalho mais saudável é mais resiliente e adaptável, mais capaz de
navegar pelas incertezas e desafios de um mundo em rápida
transformação”, revela o estudo.


Leia também:
Fórum Econômico Mundial alerta para risco ao bem-estar
humano nesta década


Saúde mental em destaque no cenário global

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 15% dos adultos em idade
laboral sofrem com algum transtorno mental. A depressão e a
ansiedade são responsáveis por uma perda anual estimada em 12
bilhões de dias de trabalho no mundo, com impacto econômico de
quase US$ 1 trilhão. Tais dados, segundo a OMS, reforçam a
urgência por políticas corporativas de prevenção, apoio psicológico
e retorno ao trabalho estruturado. 


A recomendação das entidades é clara: empresas devem treinar
lideranças para lidar com estresse organizacional, promover
intervenções de prevenção e criar ambientes que reduzam os riscos
psicossociais. Para além do impacto humano, a mensagem é
econômica: cuidar da saúde mental também significa proteger
resultados. 


Para o doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS,

é chegada a hora das empresas se concentrarem no efeito
prejudicial que o trabalho pode ter na saúde mental. “O bem-estar
do indivíduo é motivo suficiente para agir, mas a má saúde mental
também pode ter um impacto debilitante no desempenho e na
produtividade de uma pessoa. Essas novas diretrizes podem ajudar a
evitar situações e culturas de trabalho negativas e oferecer proteção
e apoio à saúde mental muito necessários aos trabalhadores”,
declarou.


 A OMS ainda ressalta o fato de que a pandemia de COVID-19
desencadeou um aumento global de 25 % nos casos de ansiedade e
depressão, expondo o despreparo público para lidar com o impacto
na saúde mental da população. Em 2020, os governos investiam 2%
dos orçamentos de saúde em saúde mental. Entre os países de
renda média baixa, esse índice era de menos de 1%. 


No Brasil, outro levantamento, o estudo ROI do Bem-Estar 2024, da
Wellhub, mostrou que 99% das empresas brasileiras que medem o
retorno financeiro desses programas reportam resultados positivos,
citando redução de custos médicos, queda no absenteísmo e
ganhos em produtividade. 


“Além disso, 93% dos líderes de RH relataram que o custo dos
benefícios de saúde diminuiu como resultado de seu programa de
bem-estar – um aumento de 11 pontos percentuais na comparação
com 2023”, revelou o estudo. Além disso, 95% dos líderes de RH
afirmam que programas de bem-estar são muito ou extremamente
importantes no aumento da resiliência dos funcionários no trabalho.


O desafio da cultura organizacional


Apesar dos avanços sobre saúde mental organizacional, CEOs
entrevistados pela Wellhub apontaram alguns obstáculos. A baixa
adesão dos colaboradores a programas de bem-estar é um deles. A
pesquisa revelou que a maior preocupação dos 1500 executivos
entrevistados é o engajamento e a adesão dos colaboradores, e não
o custo dos programas. 


A pesquisa ainda mostra que: 


58% dos CEOs concordam que o bem-estar é fundamental para
o sucesso financeiro das empresas; 

60% concordam plenamente que o bem-estar dos
colaboradores é responsabilidade da empresa; 

74% dizem que os melhores talentos apenas pensariam em
trabalhar para suas empresas se elas demonstrassem claro
comprometimento com o bem-estar. 


 Apesar disso, o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2025 revela
que há uma disparidade entre o pensamento dos CEOs e a prática
vivenciada por colaboradores. 98% dos CEOs dizem que seu bemestar melhorou no último ano, mas apenas 50% dos colaboradores
fazem a mesma afirmação. 


A construção de times de alto desempenho está conectada ao
avanço da saúde corporativa nas organizações. Afinal, mais do que
competências técnicas, esses grupos se destacam pela coesão, pelo
alinhamento de propósito e pela capacidade de entregar resultados
consistentes acima da média. Nesse contexto, investir em
programas de bem-estar e saúde corporativa é um fator
determinante para sustentar a performance.


 Ambientes saudáveis favorecem o engajamento, reduzem possíveis
níveis de estresse e estimulam a iniciativa individual e coletiva.


Fonte:https://v4d.mz-css.net/7f53dab4b235803d44d6efd0704a4fe5/04ff618c7ccf0319dae7b7bc43a22240/842455FD-4E30-405E-B895-BCCD604F4C11.pdf

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Foto de Melanie Smith

Melanie Smith

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